20091124
how long has it been?
20080626
is it your way or the highway?
she'd been stepping out
she swore that she could explain
she swore that it would not happen again
she swore that she could explain
we both knew her words were in vain
20080622
20080619
of finding purpose
sinto que chegou a hora de sentir. evitar a decisão torna o momento fácil, mas evitar o futuro não é possível. mas decido o quê?
20080611
i should be suspended from class
o mais engraçado foi o que veio a seguir. fui trocar minhas letras secretas com a gerente e, depois de desligar o telefone, a gente começa a bater papo sobre como parecia (na opinião dela, pelo menos até então) que era um daqueles dias que a gente deveria ter ficado em casa, mas teve que sair por algum motivo. achei engraçado ela contando isso, mas, por outro lado, na ocasional inevitabilidade de um contato com um estranho, geralmente sou (excessivamente) conversativo e acabo contando e fazendo com que os outros se sintam à vontade pra contar esse tipo de coisa (e vai ver é por isso que canso de conversar com estranhos; dá um certo trabalho tratar todo mundo bem). letras trocadas, volto pra casa com um clássico açaí com morango na mão e me sentindo bem, relaxado e à vontade. tive a impressão de que uma menina (linda, por sinal) na rua estava olhando pra mim, mas obviamente não falei nada, só achei legal. pois quando entro no elevador social na subida pro meu apartamento, vejo, pra meu espanto, meu nariz coberto de algo BRANCO dos lados. era o protetor solar 'especial' que a dermatologista me deu pra eu testar e ver se gosto. não, não gosto. quando passei no meu rosto, em casa, ele estava completamente transparente. mas minutos depois, uma película branca se formou na parte onde o nariz termina nos lados. é, aquela onde sempre nasce espinha, onde sempre tá vermelho em todo mundo que não tem a pele perfeita e, no meu caso, também provavelmente pra onde a tal menina estava olhando.
acho que a gerente tava me dando uma indireta mais cedo, mas eu realmente não tinha como saber. e ainda preciso testar outros dois protetores! acho difícil um deles superar essa vergonha, mas prometo contar no que deram.
20080419
i think you left me without options

não contem pra ninguém, mas eu tava só de cueca nessa foto.
eu sou daqueles que se arruma pra gravar uma mp3, não pra sair na rua. noite chuvosa, sem grana, sem pique, sem muitas opções de saída.. resultado: gravaçãozinha de sondre lerche, msn e dormir cedo. trabalhar sábado e domingo não é pra qualquer um, aviso logo.
e sondre lerche também não é pra qualquer um, razão pela qual a versão saiu tão mais ou menos. mas tá aí, fica a mensagem, o desabafo e a vontade de cantar pra quem quer ouvir (some two people).
airstrike - track you down
20080401
rilo kiley - silver lining
essa é daquelas pra você acordar de repente da soneca no ônibus e perceber que já está uns dois pontos à frente do que deveria, saltar correndo e, ao se dar conta de que está ouvindo uma música tão boa, se esforçar pra não dançar a caminho de casa. a cada sinal de trânsito, a vontade de bater palmas fica contida, mas a balançada na cabeça acha um jeito de acontecer e ,quando a letra faz tanto sentido, fica difícil não adorar rilo kiley.
hoje voltei à faculdade depois de uma semana e meia de férias e aproveitei pra passear, rever os amigos e tirar mais algumas cópias de textos pra aumentar a lista do que eu deveria ler. sem macchiato dessa vez, mas de guloseima do dia (se é que cafés se enquadram nessa categoria) bastou um serenata de amor. mas ainda tenho sobrando alpino, chokito, umas duas barras e uns oito ovos de chocolate ao leite. alguem se candidata?
20080330
does he love you?
all the good and the bad
because i've been bad
i've lied, cheated, stolen
and been ungrateful for what i had
and i'm afraid habits rule my waking life
i'm scared and i'm running in my sleep
rilo kiley - i never
too many different thoughts make it hard, hard to write, hard to read, hard to think, but easy to listen, easy to dream and easy to read. and like they say, life is but a dream you can control.
today's the day i realized
that i could be loved
it echoed though the park last night
rilo kiley - it just is
bang bang, she shot me down.
and this loss isn't good enough
for sorrow or inspiration
it's such a loss for the good guys
afraid of this life
that it just is
because everybody dies
wake me up!
20080326
that is why we'll always make it
mas hoje foi um daqueles dias pra compensar todo o ócio da minha folga. chego no restaurante atendendo seis mesas ao mesmo tempo. sendo uma quarta-feira, a esperança é que eu não precise atender as seis ao mesmo tempo. engano meu, que de ledo não teve nada. de repente era todo mundo correndo pra um lado e pro outro, todo mundo pedindo ajuda e ninguém podendo ajudar, tamanho o caos que se instaurava naquele shopping leblon. pessoalmente, prefiro atender menos gente, me dedicar mais a cada um deles e ganhar menos dinheiro no fim do dia, mas sair sem me sentir que to a ponto de esganar alguém de tanto estresse. o bom é que no final, tudo acaba se acertando, as pessoas realmente chegam pra assumir a área das mesas que o mortal aqui atende (mesmo parecendo que não vão chegar nunca). depois de um sandubão na faixa e um açaí caprichado no morango (o enésimo do mês), chego em casa pra relaxar.
com 20 janelas no msn, o post do blog pela metade há umas 3 horas, o winamp rolando, gente conversando comigo na casa toda e metade do açaí ainda na geladeira esperando eu ter tempo pra servir uma granola com ele, fica um pouco difícil.
e eu tenho aula às sete!
it's hard to find a friend
damien rice - coconut skins
20080317
how to disappear completely
will someone please call a surgeon
who can crack my ribs and repair this broken heart?
escrever se tornou esforço. uma disputa entre a vontade de me abrir e o medo de me expor. antigamente, muitos eram os leitores, mas, dentre esses, poucos eram os amigos. ficava sempre aquela sensação de não importaria o que eu escrevesse, todos ouviriam como uma história de um personagem distante. ele confuso, mas o leitor claro sobre suas dúvidas. era como um desabafo com o chuveiro, daqueles que a gente dá quando chega em casa cansado, por vezes bêbado, mas sempre sem o discernimento necessário pra dizer pra si mesmo que não se deve falar sozinho.
sentir se tornou esforço. uma disputa entre a vontade de me abrir e o medo de me expor. de que vale toda a vontade de ir além dos meus limites físicos? por que razão devo procurar necessidades que atualmente não tenho? pra suprir o hábito de viver de necessidade, talvez, ainda que não perceba vantagem nisso. de que vale o esforço por conquistar o fadado ao fracasso? como pesar o que mais me falta? será melhor o ter do que o não ter?
vai, se entrega, vive um sonho e depois acorda. acorda por alguns minutos pra depois sonhar um sonho triste. e ao acordar de novo, chorando, diga sempre que você um dia você vai dormir outra vez, mas não vai mais precisar se sentir culpado por não querer mais sonhar. por não querer arriscar. porque, dizem eles, depois da calmaria vem a tempestade; e quanto maior ela for, mais tarda a bonança que a segue com a mesma certeza.
é do que sinto que falo, que me abro e decido dormir uma noite a menos com o eterno peso no coração. hoje eu durmo leve, com menos raiva e até mesmo desejando e vislumbrando um dia quando vou poder conversar com quem eu quero que ouça. o chuveiro não me questiona; torna-se fácil falar. mas monólogos não são conversas propriamente ditas. quando o monólogo se torna conversa? em abril, talvez.
t minus 27 and counting
procurarei então, outra vez, seja pra mais ou pra menos, uma maneira de viver sem fazer tanto esforço. decidir entre me abrir ou me proteger, mas me decidir e ter a certeza, uma vez ao menos, de que decidi do jeito certo. do jeito que precisava decidir e do jeito que não mistura choro ao sono.
so just say how to make it right
and i swear i'll do my best to comply
the postal service - nothing better
20080308
it is so sad to see what will become of me, but i know..
i wish i were a couple thousand miles closer, perhaps even more than just a couple. figuring out where to be is part of figuring out where i am as well. there is no point in going somewhere if you don't know where to start, right? designing paths and rearranging patterns seem to be a career i chose to follow, but we all know those things come to you rather than you actually reaching out to them.
somehow i want to be misterious, sweetheart. i want to be the kind you can't read by simply glancing through letters, words and paragraphs. i want to be the kind you have to think through and figure out, because i can't figure myself out unless i put (quite) some effort into it. it's only fair i make you do the same.
it's all about picking the right company, even if that means no company at all. spare yourself the trouble and realize you don't have to put yourself through things you hate in order to achieve things you -might- like.
and don't even think about replacing what's certain by uncertainty. sometimes it seems the likeliness of having something good happen to you is inversely proportional to your expectations. that may not be true all the time, but considering most of the time plans don't always come out one-hundred percent perfect, it may be good to heed this old yet uncannily precise piece of advice: hope for the best, expect the worst. and i should add: professionally, socially and individually. because yourself above anybody else should be the reason for making an effort.
don't spend all your time making someone else's dream.
20080305
all the ways you move, all the things you say
sigo pro trabalho com a roupa semi-passada, agora já amarrotada do pouco espaço da mochila. meia-hora antes do horário previsto, já meto a mão na massa, workaholic do jeito que sou. posso estar trabalhando de graça até 11 da manhã, mas se o trabalho que eu vou fazer é o mesmo, não custa começar antes e não precisar correr. quem faz abertura sai tão cedo que nem tem graça, parece até que não fui trabalhar direito. saio do restaurante ainda querendo estar na rua e passeando pelo shopping decido ir ao cinema. mas sozinho? faltam dez minutos pra sessão, não dá tempo de chamar ninguém, então tomo um chope heineken pra matar a curiosidade, compro meu ingresso e uma água tônica pra assistir a "onde os fracos não tem vez". filme violento, pesado, do tipo que você não espera nunca que ganhe oscar de melhor filme.
mas segue aquela sensação de espera, de que algo no dia de amanhã vai acontecer. tenho dois compromissos importantes mesmo, mas ainda fica faltando alguma coisa quando equaciono tudo na minha cabeça e procuro o que é que me aflige, que me falta. é verdade, a noite vem e sinto falta pela primeira vez.
prefiro tocar um violão, descontrair e esperar pra dar risada outro dia, quando o desencontro acabar.
caffè macchiato
stars - my favourite book
20080301
start a brand new colony and everything will change
i'll be the grapes fermented
bottled and served with the table set
in my finest suit, like a perfect gentleman
i'll be the fire escape
that's bolted to the ancient brick
where you will sit and contemplate your day
i'll be the waterwings
that save you if you start drowning
in an open tab when your judgement's on the brink
i'll be the phonograph
that plays your favorite albums back
as you're lying there, drifting off to sleep
i'll be the platform shoes
and undo what heredity's done to you
you won't have to strain to look into my eyes
i'll be your winter coat
buttoned and zipped straight to the throat
with the collar up so you won't catch cold
i want to take you far
from the cynics in this town
and kiss you on the mouth
we'll cut our bodies free
from the tethers of this scene
start a brand new colony
where everything will change
we'll give ourselves new names
(identities erased)
the sun will heat the ground
under our bare feet
in this brand new colony
and everything will change.
20080226
trying hard to speak and fighting with my weak hand
i wanna love you but
i don't know if i can
acho que umas pessoas são mais propensas a perceber certas coisas mais sutis da vida do que outras. tem gente que vê tudo de uma maneira tão fria, tão imediata, exata e precisa. tem gente que não percebe que nem tudo precisa ter um sentido maior, que boas ações podem ser feitas só pelo prazer de se fazê-las. das coisas que faço que acredito serem boas, a maior parte provavelmente vem da minha vontade própria de agir daquela maneira. nem tudo que a gente faz tem um propósito, um objetivo secundário que nos motive. mas tem gente que não consegue perceber isso. talvez sejam pessoas que não sigam esse mesmo pensamento. talvez esse tipo de gente faça o que faz pra conseguir alguma coisa sempre. são descrentes nos outros por não entender que eles mesmos não sabem ser altruisticamente despropositados.
pode parecer arrogante falar tudo isso, mas não tento mostrar que eu sou sempre altruísta. é claro que faço muita coisa com interesses escusos, mas me orgulho mais das que faço por fazer, por querer agradar. e pessoas que agem assim são as pessoas com quem mais gosto de conviver, mas, acredite, elas parecem ser presença rara. dizem que são os tempos modernos, que vivemos numa sociedade individualista de laços fracos e sem objetivo definido. eu não tenho parâmetro de comparação, tendo vivido apenas pouco mais de 20 anos e me esforço pra contrariar essa visão sombria do convívio social, mas tem dias em que simplesmente não consigo refutar a sensação.
tem gente que não entende que um presente não precisa ter data. não entendem que uma frase de conforto pode ser mesmo só pra confortar, sem querer nada em troca. eu abro minha casa pra quem eu bem entender, eu abro meu coração e ofereço o ombro pra quem precisar (ofereceria até pra um cliente, se me permitissem). gosto de pensar que deixo as portas abertas pra todos na minha vida, que não me arrependo das pessoas que encontro por aí, nessas andanças doidas que minha vida tem dado.
tem gente que eu nem conheço direito, mas que pensa igualzinho a mim. essas pessoas me motivam, me fazem esquecer de todas as outras tão mesquinhas, vazias e pequenas, despropositadas apenas em suas ações mais fúteis, mas sorrateiras e ardilosas em tantas outras. dessas eu peço apenas distância.

i wanna love you but
i don't know if i can
why would i carry such a weight on my shoulders?
the dø - on my shoulders
20080205
que horas são de verdade?
eu realmente não sei. que no relógio diz 06:36 eu até aceito, mas isso pouco significa pra mim.
20080131
not swallowed in the sea
you cut me down a tree and brought it back to me
and that's what made me see where i was going wrong
you put me on a shelf and kept me for yourself
i can only blame myself, you can only blame me
hoje aproveitei pra resolver algumas pendências pessoais (coisas tipo ir ao banco) e cheguei tão cedo no trabalho que comi até brownie com sorvete (hmm :9 ainda tô devendo essa, né?). mas o mais legal de hoje não foi o hoje, foi o ontem que durou até de manhã cedo (é, meus horários tão complicados).
a chuva não passa, as horas trabalhando também não. entra gente, sai pedido, sai prato, vem a conta, sai cliente, e entra dinheiro no meu bolso, mas às vezes bate aquela sensação de que nada faz tanto sentido assim. afinal, não to pagando contas, não to sustentando ninguém e a dita independência financeira eu pouco aproveito quando trabalho tanto. mas acho que ontem descobri algo novo. pode nem ser tão novo, mas agora vejo de forma mais clara. fazer alguém feliz me faz bem, mesmo quando não estou tão bem assim. nada melhor do que acordar de uma noite triste sabendo que tem alguém feliz por alguma coisa que você fez, não é? podem ser as coisas mais pequenas, mas a beleza às vezes parece mesmo estar nesses detalhes. seja qual for o seu significado (e nesse caso nem cabe a mim determinar), hoje acordei bem, acordei sorrindo e nem era por mim mesmo.
vou te dizer uma coisa, dar um bom-dia assim faz valer as andanças da madrugada chuvosa de copacabana.
and i could write a song a hundred miles long.
20080124
scattered ideas finally correctly placed together
i've just come full circle, but hey, thanks for the ride. at least now i know one more thing i'll never miss or wish -- granted this is not quite the sweetest goodbye.
and just like we are, you'll be dust.
they say you learn from your mistakes, but that's not always the case. i see them and i understand how i made them again and again. they say you have to have somebody, they say you have to be someone's! they say if you're not lonely alone, boy, there is something wrong.
behind every desire is another one waiting to be liberated.
20080123
do trabalho, das amizades e de como eles se combinam
a rotina de trabalho me faz bem. agir com maturidade e profissionalismo (e ter isso reconhecido pelos meus pares) é um dos fatores que mais me agradam nessa nova empreitada e certamente é um dos pontos ao qual eu mais me dedico. acredito que estamos sempre aprendendo sobre o ambiente de trabalho e sinto que todo o tempo que gasto na minha ocupação me é pago de volta em forma de maturidade e experiência. dá pra perceber o que aprendi, mesmo com o pouco tempo que se passou desde que consegui o emprego.
a diferença entre trabalhar por necessidade e trabalhar por opção contribui ainda mais pra que a rotina se torne prazerosa. não sei se ainda não passei pelos meses de experiência iniciais, se ainda estou experimentando uma 'novidade' muito vívida e utópica, mas no fundo tento acreditar que ainda estarei aproveitando todos esses ganhos mesmo passado esse período de adaptação.
recomendo a todos que se ocupem. ter os estudos como único ponto norteador do dia-a-dia me deixava sempre com muito tempo livre nas mãos e me acostumar a não tê-lo é provavelmente o ponto mais difícil dessa nova fase. a rotina de trabalho exige uma dedicação maior, mas também traz recompensas igualmente importantes, para além do ganho financeiro, alcançando também as lições diárias que aprendemos com nossos colegas de trabalho, chefes e com as amizades que fazemos decorrente dessas relações. ao trabalhar, vemos nossos projetos dando certo na proporção dos nossos esforços. diferentemente de uma rotina aulas-provas-férias, com períodos nitidamente distintos, trabalhar significa aprender, ser testado e ser recompensado diariamente. e a mistura de todos esses fatores é o que me faz ter motivação pra trabalhar todos dias. não posso fingir que não gosto do dinheiro que recebo, mas ele não me importa tanto quanto tudo que tenho conquistado, pra mim mesmo e pro meu futuro, desde o início do ano.
pra ouvir, nada surf - whose authority.

algumas das coisas menos nobres que conquistei: quesadillas e weissbier às 4 da manhã.
20080121
2008 = 2003 (ou 'chuva')
bed clothesa primeira coisa que me vem na cabeça (ou no coração) na hora de voltar a escrever é medo. medo porque esse blog parou em 2004 e 2004, pra quem não sabe, foi o ano que não foi 2003. eu sei, não parece fazer o menor sentido, mas, de uma forma esquisita, faz sim. 2004 foi o ano que não foi 2003 porque 2003 foi uma porcaria de ano. se eu conseguisse me lembrar de uma coisa boa que aconteceu em 2003 eu citaria ela aqui, mas não consigo. e nesse último reveillon que acabou de passar, uma das sensações que tive foi a de que estava voltando a 2003. não digo isso porque sou dramático e penso que o ano vai ser uma merda, mas muitas das coisas que aconteceram nesses últimos meses me remetem ao ano em questão, de uma forma ou de outra, ainda que eu não queira entrar em detalhes aqui (pelo menos agora).
why am i in bed clothes?
watching out the window
watching what i don't know
o que isso tudo tem a ver com esse blog? o que tem a ver é que eu também senti, junto com a mistura de anos, uma vontade de voltar a escrever. acho que posso concluir que, pelo menos até hoje, escrevo por necessidade. ok, tem um quê de prazer também, mas acho que ele decorre muito de estar suprindo essa necessidade de organizar meus pensamentos e colocar os sentimentos pra fora pra ver se alguém me ouve (ou me lê) e me entende. a verdade é que, por um tempo, acredito, não precisei escrever. as coisas não pareciam tão complicadas e o mundo como um todo parecia menos chuvoso. mas já faz mais de um ano que o céu nublou e hoje chove, finalmente. faz mais de um ano que eu deveria voltar com o blog, então aqui estou eu, cumprindo uma das minhas não-listadas 'resoluções' de ano-novo: escrever.
cursingo grande lance desse blog (se é que existe lance algum) sempre foi misturar melancolia e otimismo. de alguma maneira ou de outra, eu sempre tento racionalizar as coisas e entender uma maneira de rever as coisas e enxergar saídas pra situações chatas. podem ser as coisas mais cotidianas, como uma discussão com os pais, ou algo sério como um sincero pedido de desculpas. o fato é que penso que nesse tempo que escrevi (e no que vivi sem escrever), eu aprendi uma coisa ou outra sobre ser feliz e queria aproveitar pra passar a dica adiante: sejam impulsivos. não tanto, a ponto de perder o senso de responsabilidade, mas o suficiente pra se fazer feliz antes de se conformar com uma situação não-ideal. ser impulsivo também é atender aos seus desejos e se a infelicidade muitas vezes decorre de não conseguirmos realizar os nossos planos, faça a si mesmo o favor de atender àqueles pedidos que cabem a você mesmo concretizar.
rattling and cursing
go ahead and do your worse, then
you're worse than i can take
morning, where am i this morning?hoje saí do trabalho por volta de 3 horas da manhã (é, eu trabalho tarde..) e uma chuva torrencial acometia o nobre bairro do leblon. a afranio de melo franco de madrugada não é um lugar tão aconchegante assim, mas o ponto de ônibus da ataulfo o é ainda menos. preferi continuar andando pela rua até chegar no polis, a única casa de sucos aberta 365/24/7 que eu saiba, (pelo menos na zona sul) -- e olha que eu tenho orgulho de saber tudo sobre todas as casas de suco, sendo cliente regular de muitas. andando umas seis quadras (diga-se de passagem, no caminho oposto a minha casa) sob uma chuva que eu aceitava sem pudor (e sem guarda-chuva nem marquises que atravessem as ruas pra mim, que outra opção eu tinha?), até que cheguei no meu destino, pensei que não tomava uma chuva boa fazia muito tempo, desde.. 2003! é, as coincidências não param. pedi uma água com gás e depois de refletir sobre as inúmeras opções enquanto ao mesmo tempo analisava a vitamina de morango, mamão e banana com neston e mel e tomei num instante. tava boa demais e eu recomendo essa receita maravilhosa pra quem quiser algo um pouco diferente, além do suquinho de abacaxi com hortelã e do açaí com banana que os cariocas insistem em pedir. ser impulsivo é bom, pedir algo novo, mesmo que às vezes você acabe tomando um suco merda porque sua idéia não saiu tão boa na prática quanto na teoria. mas hoje a história foi diferente. nem tinha terminado o primeiro copo e já pedi o segundo, dessa vez com menos mel pra eu sentir melhor o gosto das frutas. uns quinze reais mais pobre e agora com frio, decidi ir pro ponto vir pra casa, porque a idéia de um banho quente já me parecia muito melhor do que curtir a chuva na rua. pensei até em pegar um taxi, mas o único pro qual eu fiz sinal me ignorou solenemente, até que veio o famoso 175 com seus rappers e cheguei em casa já sentindo o cansaço das longas horas de trabalho, mas feliz por ter realizado meu desejo simples de tomar um suco de madrugada, mesmo que ele fosse bastante contraproducente em certos quesitos. acho que o que tem faltado na minha vida ultimamente é seguir meus próprios desejos e vontades, agir menos como esperam que eu aja e mais como eu bem quero agir. aliás, é disso que sinto falta faz tempo.
now its really pouring,
crawling up this shore
and i walk the neighborhood
and umbrella does no good
and i guess its in my blood
couldn't stop the flood
calling, calling, falling, fallingaos que se interessaram pelos trechos da música que permeou o post, aqui estão a música e a letra. espero lembrar sempre de colocar uma recomendação musical no que escrever porque eu acho que muito do que quero falar já foi dito de maneira muito mais bonita por gente muito mais criativa. e eles me ajudam muito a me entender e a explicar o que sinto.
grab on my guitar
and paddle with both my arms
headed where the voices are
i'll end up far so far away
até a próxima.
